A imprensa no Brasil, especialmente representada pelas emissoras de televisão, vem assumindo cada vez a missão, não declarada e jamais assumida, de conduzir e condicionar os indivíduos menos avisados à autodestruição.
É sabido que não existe direito fundamental de caráter absoluto. Mas para ela há: o direito à liberdade de imprensa. Assim ela pode, sob a proteção desse pseudo-direito, destruir a tudo e todos sem ser incomodada judicialmente.
Há algum tempo ela vem, com muito sucesso, condicionando o povão a assistir as novelas de estilo literário, onde a intenção maior é uma só: causar a destruição da Família, reconhecida pelas cabeças ainda pensantes, a célula mater da sociedade.
Ultimamente, no entanto, ela está condicionando o povão a interessar-se também pelas novelas da vida real, onde reina um tema só: a violência. Quanto mais o caso for requintado de crueldade, melhor. E, se envolver alguma personalidade, pronto, a festa estará completa. Assim o povão, que há muito tempo vem sendo condicionado a deixar de pensar, irá interessar-se muito mais pela novela.
É fácil recordar de algumas dessas novelas da vida real: Bandido da Luz Vermelha, Maníaco do Parque, Chacina da Candelária, Massacre do Carandiru, Daniela Perez, PC Farias, Susana Richthofen, Sequestro do Ônibus 174, Celso Daniel, Eloá Cristina, Isabella Nardoni e tantas outras.
Hoje em dia ela está apresentando a novela do Goleiro Bruno do Flamengo. Tem violência e gente famosa no meio. Então, é sucesso na certa. Sabe o que eu e você temos a ver com esse caso? Nada, absolutamente, nada. Ele deveria ser uma preocupação somente para as famílias envolvidas e para autoridades públicas competentes.
É interessante observar que ela não se contenta apenas em veicular os acontecimentos. Tem que intervir diretamente da solução do caso, ora fazendo o papel de investigadora, de acusadora, de advogada e, porque não dizer, de juízes. Ah, esse é o papel preferido, principalmente, de alguns apresentadores que julgam os donos da verdade. Se a novela não terminar do jeito que ela quer, com os mocinhos no céu e os bandidos na cadeia por uma infinidade de anos, as autoridades públicas é que saem condenadas. A leis dela são as leis do cão. O mais importante para ela é condicionar o povo a achar que ela está certa. Ela camufla e esconde os seus erros para não demonstrar nenhum tipo de fraqueza.
Os repórteres mais parecem um bando de urubus, na cobertura de uma novela dessas. A diversão principal deles é atrapalhar o trabalho da Polícia e da Justiça.
Uma novela da vida real dessas chega a tomar boa parte da programação diária das emissoras. O dinheiro que ela gasta na cobertura dessas novelas dava para aparelhar, remunerar e preparar muito melhor os órgãos policiais. Mas isso não interessa para ela, porque seu objetivo é destruir, e não melhorar a sociedade.
Perguntem para eles sobre o porquê de tanta exploração, e eles irão tentar convencer-lhe de que estão fazendo a coisa mais certa do mundo.
[Escrito em homenagem aos homens e mulheres que ainda mantêm a capacidade de enxergar uma cultura diferente da que vem sendo imposta por “eles”.]
Servidor público, graduado e pós-graduado em Direito, graduado em Gestão Pública e Negócios imobiliários, pós-graduado em Política e Sociedade, graduando em Filosofia, ativista social e político, ex-advogado, ex-militar e ex-sindicalista.
domingo, 11 de julho de 2010
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