segunda-feira, 2 de abril de 2018

ANÁLISE POLÍTICA: 31 DE MARÇO DE 1964.

Hoje faz 54 anos que eclodiu o Movimento Militar que interrompeu, pela última vez, o processo democrático brasileiro que havia reiniciado em 1946, depois de outro período de exceção, a Era Vargas (1930-1945). Vale lembrar que a democracia - regime em que a soberania popular é exercida pelo povo direta e indiretamente - foi introduzida no Brasil com a adoção da República (governo eleitor e temporário)(1889), que substituiu a Monarquia Imperial (governo imposto e hereditário) (1822-1889).

Sabe-se que a interrupção do processo democrático em 1964 resultou de uma disputa mundial entre as forças Capitalistas e Comunistas. Com o apoio dos EUA, a cúpula militar brasileira tomou o poder político sob a justificativa da suposta ameaça de que o Presidente João Goulart poderia implantar o Comunismo no Brasil. O regime de exceção democrática durou até 1985.

Hoje, passados 54 anos daquele 31 de Março, e completados 33 anos da retomada do curso democrático, já contando com experiências de 2 impedimentos presidenciais (Collor e Dilma), o País não pode mais perder tempo com interrupções democráticas, pois isso representa um infeliz atestado de incapacidade política para a nossa sociedade.

O povo brasileiro precisa entender de uma vez por todas que é o verdadeiro dono do poder político, tal como está escrito na Constituição, a lei maior do nosso País. E, como dono do poder, o povo tem que assumir suas responsabilidades políticas, senão jamais alcançaremos a maturidade democrática dos EUA, por exemplo, que já estão a 242 anos nesse processo.

É comum nesses tempos de grande frouxidão moral, política, jurídica e social surgirem movimentos pedindo a volta dos militares ao poder, mas a melhor forma de se prestigiar o alto valor moral dos nossos militares é permitindo que eles cheguem ao poder pela via normal, a democrática.

Campo Grande, MS, 31 de março de 2018.

Demontiê2018

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