Bolsonaro
ganhou, e agora?
Francisco
Demontiê Gonçalves Macedo.
Servidor Público Federal. Graduado e pós-graduado em Direito.
Todas
previsões se confirmaram, o capitão reformado do Exército e deputado federal
Jair Messias Bolsonaro foi eleito Presidente da República Federativa do Brasil,
tendo como vice o general da reserva Antônio Hamilton Martins Mourão, também do
Exército.
Com isso,
no dia 1º de janeiro de 2019, quando o ex-advogado e professor Michel Miguel
Elias Temer Lulia passar a faixa presidencial, estaremos encerrando
definitivamente o ciclo de governos petistas e aliados, iniciado em 2002 com o
ex-metalúrgico e hoje milionário Luiz Inácio Lula da Silva.
Que
mudanças podemos esperar no Brasil com a vitória de Bolsonaro e Mourão?
Primeiro,
o País voltará a ter um Presidente da República que não está sendo investigado ou
processado por atos de corrupção, razão pela qual haverá uma tendência natural de
que essa chaga diminua no País, principalmente em razão do apoio que os órgãos
de fiscalização e controle da Administração Pública, a Polícia, o Ministério
Público e a Justiça certamente receberão do novo governo.
Segundo,
uma vez que o novo Presidente foi eleito pela vontade popular, e não pela tradicional
coalizão de partidos do fisiológico centrão (PMDB, PSDB, PP DEM, PP, PR, PRB e
SD), espera-se que ele consiga aparelhar os órgãos públicos e as empresas
estatais com base no requisito da competência técnica, o que redundará em
melhores perspectivas de termos um Estado mais eficiente e menos corrupto.
Terceiro,
o País perde o viés comunista que norteou várias ações e omissões do governo
internamente e nas relações exteriores, o que promoverá um enfraquecimento
natural do poder político e econômico do Foro de São Paulo, liderado no Brasil
pelo Partido dos Trabalhadores. É de se esperar, assim, uma economia nos
recursos financeiros, tendo em vista que o Brasil deixará de enviar o dinheiro
público, a fundo perdido, para a construção de obras e a prestação de serviços
em países como Cuba, Venezuela e Bolívia.
Quarto,
os lemas ordem e progresso, que estão estampados em nossa Bandeira, receberão
uma atenção muito mais acentuada do que a recebida pelos governos da pós-redemocratização
do País.
Isso é
natural que ocorra, uma vez que se trata do governo de duas pessoas que foram militares
de carreira e que aprenderam, ensinaram e sempre vivenciaram valores como o
patriotismo, o civismo e o culto às tradições históricas, sob a organização da
hierarquia e da disciplina corporativa.
Nada
obstante as marcas militares que possuem sem suas vidas, Bolsonaro e Mourão têm
o enorme desafio de fazer um governo democrático, o que pode ser feito mediante
o cumprimento dos valores consagrados em nossa Constituição Federal.
É certo,
porém, que Bolsonaro e Mourão, tal como já houve durante toda a campanha
eleitoral, continuarão invariavelmente sendo taxados de “fascistas” e “ditadores”
pelos seus opositores, principalmente quando adotarem medidas que contrarie os
seus interesses.
Quinto, a
segurança pública é uma área que tende a melhorar sensivelmente no governo
Bolsonaro, especialmente no que tange ao combate ao crime organizado, aos crimes
de trânsito e aos homicídios, o trará mais paz social
Sexto, a
saúde e a educação deverão receber uma gestão mais eficiente, lembrando-se que
enquanto o Brasil não decidir privatizar ou estatizar essas duas prestações de
serviços, continuaremos tendo uma saúde e educação para os ricos e outra para
os pobres.
Sétimo, a
propriedade privada no campo e na cidade deverá receber especial atenção por
parte do governo federal, no sentido da proteção, o que implicará em
desestímulo às invasões dos movimentos sociais de sem-teto e sem-terra.
Esperamos avanços nas reformas urbanas e agrárias, no sentido de se pôr um fim
à demanda habitacional e aos assentamentos irregulares.
Oitavo, o
governo de Bolsonaro tem a missão de promover o desenvolvimento econômico do
País, promovendo o equilíbrio fiscal, a eficiência administrativa e
governamental, com uma produção sustentável de bens e serviços, a partir do
estímulo à ciência e à tecnologia, com a finalidade de diminuir os índices de
desemprego.
É evidente
que num simples artigo de opinião não se mostra possível esgotarmos o assunto,
mas o objetivo foi traçar apenas as linhas mestras das principais mudanças que
deverão ocorrer com o novo governo federal que se instará no País a partir do
início do próximo ano.
Nenhum comentário:
Postar um comentário